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title: "BIN (Bank Identification Number)"
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description: "BIN do cartão: o que são os primeiros 6 dígitos, como identificam o banco emissor e a bandeira, e por que são importantes para segurança."
date: "2026-01-15"
author: "Equipe CartãoIA"
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# BIN (Bank Identification Number)

BIN do cartão: o que são os primeiros 6 dígitos, como identificam o banco emissor e a bandeira, e por que são importantes para segurança.


O **BIN (Bank Identification Number)**, ou Número de Identificação do Banco, é o conjunto dos primeiros seis dígitos do número de um cartão de crédito, débito ou pré-pago. Esses dígitos não são aleatórios: carregam informações estruturadas sobre a instituição emissora, a bandeira, o tipo de cartão e, em alguns casos, o país de emissão. Compreender o que é o BIN é útil para consumidores, lojistas e desenvolvedores que trabalham com sistemas de pagamento.

## O que os dígitos do BIN representam

Um número de cartão de crédito tem entre 13 e 19 dígitos, dependendo da bandeira. Os primeiros seis formam o BIN. Dentro do BIN, cada posição carrega uma informação específica:

- O **primeiro dígito** é chamado de MII (Major Industry Identifier) e indica a indústria do emissor. O número 4 corresponde à Visa; 5 à Mastercard; 3 à American Express ou Diners Club; 6 à Discover e alguns cartões Elo.
- Os dígitos seguintes, em conjunto, identificam a instituição emissora específica. Por exemplo, uma sequência que começa com 4111 indica Visa emitido por um determinado banco. Uma sequência começando com 5411 pode indicar Mastercard de outro banco.
- O BIN também pode indicar se o cartão é de crédito, débito ou pré-pago, e se é de uso nacional ou internacional.

O setor está migrando gradualmente do BIN de 6 dígitos para o IIN (Issuer Identification Number) de 8 dígitos, para comportar o crescimento do número de emissores e produtos no mercado global.

## Para que o BIN é usado na prática

O BIN tem diversas aplicações práticas nos sistemas de pagamento:

**Roteamento de transações**: quando uma compra é realizada, o sistema do adquirente lê o BIN e sabe imediatamente para qual bandeira e emissor encaminhar a solicitação de autorização.

**Validação básica**: sistemas de e-commerce usam o BIN para verificar se o número digitado é consistente com o tipo de cartão informado pelo cliente, ajudando a reduzir erros de digitação.

**Detecção de fraudes**: empresas de segurança e antifraude monitoram padrões de uso por BIN. Uma transação realizada com um cartão cujo BIN indica emissão no Brasil, mas com localização de acesso na Europa, pode acionar alertas.

**Personalização de checkout**: alguns sites de e-commerce detectam o BIN para exibir a logo da bandeira correta no formulário de pagamento assim que o usuário começa a digitar o número do cartão.

**Taxas diferenciadas**: adquirentes e gateways de pagamento podem aplicar taxas diferentes dependendo do BIN, pois ele indica se o cartão é nacional ou internacional, corporativo ou pessoal.

## BIN e segurança do cartão

O BIN faz parte dos dados que circulam nas transações, mas por si só não representa um risco de segurança significativo — afinal, os primeiros seis dígitos de um cartão são tecnicamente "públicos" no sentido de que qualquer pessoa que veja o número do cartão pode identificá-los.

O risco surge quando o BIN é combinado com os demais dados do cartão: os dígitos restantes do número, a data de validade e o CVV/CVC. Jamais compartilhe o número completo do cartão, especialmente em ambientes não seguros.

O padrão PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard), seguido por todas as empresas que processam pagamentos com cartão, trata o BIN como dado não sensível, mas exige proteção rigorosa para os demais dígitos do número do cartão.

## Como o BIN se relaciona com o sistema brasileiro

No Brasil, a Elo é uma bandeira 100% nacional, com BINs próprios que identificam cartões emitidos exclusivamente por bancos brasileiros para uso predominantemente no mercado doméstico. Seus BINs começam com o dígito 6 e são operados por bancos como Bradesco, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

O Banco Central do Brasil, ao regulamentar os arranjos de pagamento por meio da Lei 12.865/2013 e das resoluções do CMN, estabeleceu regras para o registro e a gestão de BINs pelas bandeiras atuantes no país, garantindo rastreabilidade e segurança no sistema.

A Febraban também participa do monitoramento do ecossistema de pagamentos, trabalhando com as bandeiras para garantir que os BINs sejam gerenciados de forma ordenada e que os emissores sigam os padrões de segurança estabelecidos.

## BIN e compras internacionais

Quando você usa seu cartão em outro país, o BIN é o primeiro elemento analisado pelo sistema do estabelecimento estrangeiro para identificar que se trata de um cartão brasileiro. Isso aciona regras específicas de câmbio, cobertura de seguro (quando aplicável) e eventuais restrições que o emissor tenha configurado para transações internacionais.

Alguns consumidores ficam surpresos ao ter compras recusadas no exterior. Muitas vezes, o problema não é o saldo ou o limite, mas uma regra do emissor que bloqueia certos BINs para uso internacional por padrão. É recomendável verificar com o banco, antes de viajar, se o cartão está habilitado para uso no exterior.

## Curiosidades sobre o BIN

Os BINs são registrados e gerenciados pelas bandeiras junto a organismos como a ISO (International Organization for Standardization), que mantém o padrão ISO/IEC 7812 para numeração de cartões de identificação. Esse padrão define a estrutura do número do cartão, incluindo o BIN.

Com o crescimento acelerado de fintechs e bancos digitais no Brasil — como Nubank, Inter, C6 Bank e PicPay —, houve uma demanda significativa por novos BINs, pois cada emissor precisa de intervalos exclusivos para seus produtos. Isso acelerou a migração para o IIN de 8 dígitos.

## Erros comuns relacionados ao BIN

**Confundir BIN com dados sensíveis**: o BIN não deve ser tratado com o mesmo nível de sigilo que o número completo do cartão. É o conjunto dos dados completos que precisa ser protegido.

**Achar que o BIN identifica o titular**: o BIN identifica o emissor e o tipo de produto, mas não o portador do cartão. Dois cartões com o mesmo BIN podem pertencer a pessoas completamente diferentes.

**Ignorar o BIN ao desenvolver sistemas de pagamento**: para desenvolvedores, desconsiderar a lógica dos BINs ao construir integrações de pagamento pode resultar em validações incorretas e má experiência do usuário.

## Perguntas frequentes sobre BIN

**É possível descobrir o banco emissor de um cartão olhando apenas para o BIN?**
Sim, em muitos casos. Existem bancos de dados públicos e privados de BINs que permitem identificar o emissor a partir dos primeiros seis ou oito dígitos. Isso é usado legitimamente por sistemas de pagamento para roteamento e validação.

**O BIN muda quando o cartão é reemitido por perda ou roubo?**
Geralmente não. O número do cartão muda (os dígitos finais), mas o BIN costuma permanecer o mesmo, pois ele está vinculado ao emissor e ao tipo de produto, não ao portador específico.

**Por que alguns cartões virtuais têm BINs diferentes dos cartões físicos do mesmo banco?**
Alguns bancos utilizam BINs distintos para cartões virtuais, o que permite diferenciar transações online das presenciais em seus sistemas de análise de risco. É uma medida de segurança e controle.

## Termos relacionados

- [Bandeira](/glossario/bandeira/)
- [Emissor](/glossario/emissor/)
- [CVC](/glossario/cvc/)
- [Cartão Virtual](/glossario/cartao-virtual/)
- [Tokenização](/glossario/tokenizacao/)
